
A primeira edição dos Jogos Olímpicos pós-pandemia e com a volta da presença do público tem como sede a cidade de Paris. Para celebrar esse momento histórico, o comitê organizador francês resolveu fazer uma grande abertura ao ar livre, rompendo a tradição de usar um estádio para concentrar o espetáculo.
Atitude ousada que, em minha percepção, trouxe alguns pontos altos e outros que deixaram a desejar. O desfile das delegações olímpicas em barcos pelo rio Sena funcionou mais como ideia do que como realização. Na prática achei que os atletas – que deveriam ser as estrelas da abertura – ficaram escondidos dentro dos barcos. Toda a polêmica em torno dos uniformes da delegação brasileira, por exemplo, se mostrou desnecessária já que ninguém viu uniforme nenhum com clareza no desfile fluvial.
O show da Lady Gaga, gravado um pouco antes da abertura em razão da previsão de chuva e transmitido num telão, me pareceu uma apresentação de escola. Uma plumas sem graça para uma performance nada impactante. Poderiam ter simplesmente cortado que não faria falta.
O ponto de virada da abertura, considero que foi a apresentação da banda de metal Gojira, que contou com a participação da cantora de ópera Marina Viotti. Os músicos se apresentaram nas janelas da Conciergerie de Paris, uma residência medieval para a realeza que, mais tarde, serviu de prisão durante a Revolução Francesa e onde Maria Antonieta ficou detida. A última rainha da França também apareceu representada – sem cabeça! – durante a apresentação do grupo de metal.
A apresentação também contou com muitos números de dança, que valorizaram diferentes corpos, cores, gêneros. Uma ode ao amor e à tolerância. Eu não sei vocês, mas eu entendi que até um trisal foi insinuado na abertura. Achei avant-garde. E, para os amantes de cultura pop, tivemos a presença dos Minions numa cena com a Monalisa, e também uma alusão ao jogo videogame Assassin’s Creed com um personagem mascarado correndo com a tocha olímpica pelos telhados parisienses.
Como pontos fracos acredito que a chuva atrapalhou um pouco a beleza da cerimônia, mas isso foi um risco assumido quando resolveram fazer o evento ao ar livre. Também achei que o uso de barcos para transportar a tocha olímpica deixou a cerimônia um pouco entediante. E o fato de ser um evento que usou a cidade como palco deixou tudo muito lindo – e serviu como uma ótima propaganda turística para Paris – mas imagino que quem estava presente no local deve ter aproveitado muito pouco do espetáculo e acabado acompanhando mais pelos telões. Nesse ponto, a escolha tradicional de usar um estádio traria mais deslumbre para o público presencial.
Um dos meus pontos favoritos foi a apresentação ao público de dez estátuas que homenageam mulheres importantes da história francesa. Elas serão distribuídas pelas ruas de Paris como forma de combater o silenciamento histórico que as figuras femininas têm sofrido ao longo dos séculos. Ainda no sentido da igualdade entre homens e mulheres, achei muito legal que tenha sido uma dupla a acender a pira olímpica em formato de balão. Teddy Riner, judoca, e Marie-José Pérec, velocista, tiveram a honra.

Considero que o ponto altíssimo da abertura, no entanto, teve tudo a ver com o verdadeiro espírito olímpico de superação, mas não foi realizado por um esportista. A cantora Céline Dion, que estava afastada dos palcos em razão de uma doença crônica que afeta as cordas vocais, interpretou lindamente a canção L’Hymne à L’Amour, de Edith Piaf, em plena Torre Eiffel. Uma enorme emoção!
A íntegra da abertura dos Jogos Olímpicos Paris 2024 pode ser assistida na GloboPlay ou na Cazé TV.

O chef confeiteiro e professor de culinária Tales Yamaguchi é o convidado do bloguinho para contar a história de um prato tradicional da confeitaria francesa! Vocês conhecem o Galette des Rois?! Confira abaixo a história:
alar, pelo menos – do vexame na Copa do Mundo de Futebol…de 1998! Considero pior que aquele 7×1 em terras brasileiras o 3×0 da seleção francesa em cima da equipe brasileira na final da Copa da França. Talvez o fato de eu ser criança na ocasião tenha feito o trauma ficar pior. Vai saber. Questão é que a França chegou à final novamente e, infelizmente, o Brasil está eliminado. E como eu tenho bom coração decidi torcer pelos azuis dessa vez. A boa vontade anda tanta que resolvi até falar um pouquinho sobre a seleção francesa aqui no bloguinho. Allez les bleus!
rolou no Rio de Janeiro o III Dia da Europa.
França e moda têm tudo a ver, mas não só de peças prontas – desenhadas por estilistas famosos – se faz o amor por essa arte. Para quem se interessa por tecidos, que são a matéria-prima essencial para se fazer não só as roupas de alta costura, mas também as vestimentas cotidianas, a cidade de Lyon possui um museu dedicado a eles.
Para quem gosta de cinema francês está em cartaz de 19 de janeiro a 19 de fevereiro a oitava edição do festival online
Em 2011 estacionou no jardim do MAM (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) a obra da artista parisiense Louise Bourgeois chamada Maman. Uma aranha enorme de bronze e aço com ovos de mármore com quase dez metros de altura e dez metros de diâmetro – pesando cerca de onze toneladas – que fazia alusão à sua dificuldade de lidar com a figura de sua mãe, com a qual a artista teve pouco tempo de convivência devido a perda prematura. Essa obra estava dentro da mostra “Louise Bourgeois: O Retorno do Desejo Proibido”, que trazia outras criações da artista. Fiquei encantada com ela na época. Era de uma potência incrível.
Segundo a lenda, a origem do famoso Crepe Suzette – uma das receitas mais tradicionais da culinária francesa – foi um erro de preparo por parte do cozinheiro Henri carpentier, que ao banhar a massa da sobremesa do Príncipe de Gales – futuro rei Eduardo VII – exagerou na quantidade de licor, o que fez com que o crepe flambasse. Ele teria servido assim mesmo e obtido sucesso junto ao príncipe e sua companheira de jantar, Suzette. A realidade, no entanto, parece ter sido outra. Em 1895, ano atribuído à criação da sobremesa, Carpentier tinha 14 anos e dificilmente seria designado a atender um príncipe. Mais tarde, ele ficou famoso e até chegou a chef na casa da família Rockfeller. Carpentier gostava de repetir esta história em seu livro Life à la Henri, mas há relatos que já em 1890, Escoffier, um dos pais da cozinha moderna, flambava os seus crepes e contava que esta receita datava da Idade Média. Ou, seja, ninguém sabe exatamente de onde surgiu esta gostosura, mas caso você queira reproduzir em sua casa é só seguir a receita de um dos cozinheiros franceses mais famosos do Brasil,
Paris inaugurou seu primeiro restaurante naturista, um local onde os clientes podem podem se deliciar com a gastronomia francesa sem se preocupar com detalhes como o uso de roupas!